Arquivado em: diarinho
“tristeza não tem fim
felicidade sim”
e quando me permito, a danada escorrega por entre os dedos. era mais fácil em outros tempos.
o que era pra ser agradável, torna-se desastroso. às vezes eu queria morrer um pouquinho e voltar quando tudo se resolvesse.
sou menina. gosto de meninos. tem sido assim desde a adolescência. sou branquela. tenho sarda. e tenho gostado do sol por entre os edifícios. já fui gordinha. nunca a primeira da turma. quando criança, brinquei muito na rua. já tive oito endereços. lembro de cada um. brincava de futebol, de escolinha, de pular corda e amarelinha. tive piolho, comi bolo da cida, bolinhos de chuva e balas de goma da vovó. minha memória de infância é quase toda gastronômica! desejo realizar. sou imediatista. tudo precisa ser rápido. só os romances precisam ser longos. gosto de desenhar ouvindo chico e nadar em silêncio. muitos dos meus problemas resolvo debaixo d’água. gosto de tomar suco e botecar com amigos. observo pessoas. até me canso de olhar. observo tudo. já achei o coelho na lua olhando pro céu. ando a colocar tudo no papel. pra ver se me encontro. me candidato ao meu próprio papel multifuncional de ser apenas mais uma.
helena.
